ADICTO: ADJETIVO
Que se apega, que se dedica; que depende de algo, dependente; escravizado, impotente.
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Pra quem não viu o assunto da vez sobre o @fabioassuncaooficial confira lá em seu IG. O foco aqui é chamar a atenção para algumas partes da fala dele em seu vídeo, que no contexto refere-se à dependência química, mas que cabe perfeitamente para nós, para o nosso transtorno de escoriação.
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“15% das pessoas do mundo têm problemas de adicção. É muita gente sofrendo por não conseguir controlar suas compulsões. […] Nós não somos super heróis. Cuide de você, cuide de quem você ama.”
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Muda a compulsão, mas o sofrimento é o mesmo: a dor, a vergonha, o sentimento de impotência.”NÃO SOMOS SUPER HERÓIS”. Não está tudo bem você viver se escondendo de tudo, da sua família, se privando de relações sociais, de trabalho, de relacionamentos íntimos, porque sente vergonha do que VOCÊ faz com a sua pele. Você tem uma compulsão. E ponto. Não é um bicho de sete cabeças. Você não é louco, nem anormal. Você só precisa de ajuda médica.
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Dê o primeiro passo, procure um psiquiatra, nem que seja sozinho. Talvez o apoio familiar não venha tão fácil no começo. Persista, e quando conseguir, fale sobre como você se sente, mas sem raiva. Quando você estiver mais confortável em falar sobre a compulsão, convide alguém pra ir com você na consulta com o psiquiatra. Ouvir você dizer como se sente, diante de um profissional que não vai fazer julgamentos, pode ajudar a abrir os olhos daquele familiar que certamente ama você, só não tem o conhecimento necessário para saber como ajudar.
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Seja corajoso. Mas não tente bancar o super-herói. Tentar superar essa (ou qualquer outra) compulsão sozinho será um caminho praticamente impossível, ou muito mais difícil do que realmente precisa ser.

E aplausos para o Fábio. Pela exposição, pela atitude e pela mensagem, que foi muito além da dependência química.


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