“Ei, eu preciso de ajuda! Tenho um transtorno que me faz machucar a minha pele”.

Só a gente sabe o quanto é difícil admitir e pedir ajuda de alguém, principalmente da família ou amigos mais próximos. O difícil é que a compreensão com o que a gente tem é pouca. Ou pensam que é frescura, falta de vontade de parar, ou a compreensão até vem, mas com atos ou palavras que às vezes machucam e nos fazem nos retrair ainda mais. Aí a gente para de querer a ajuda e o carinho daquela pessoa, porque no fundo, a maneira dela de ver nosso problema nos faz mal. Como em todas as relações, falar o que nos magoa geralmente resolve.

Eu passei por isso ontem com uma das pessoas que eu mais amo e que sei que me ama e se preocupa comigo – minha irmã – mas o jeito dela me chamar a atenção quando eu – distraída – estava buscando algo para cutucar a minha pele, fazia que eu me sentisse humilhada (e tenho certeza de que ela nem imaginava que eu me sentia assim). Não pelo olhar dos outros ao redor, mas pela energia colocada na voz, no olhar, no momento dela dizer (com gestos ou palavras) “pare, você está se machucando”. Já somos mentes mega fragilizadas pela dor e pela culpa de ceder a essa compulsão, e tudo o que precisamos é CARINHO, em forma de gestos e palavras. ⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀
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Por isso insisto: peça e aceite a ajuda de quem estiver disposto a ajudar você no controle da dermatotilexomania. Mas FALE se a maneira como a ajuda chega atuar de forma negativa em você. Eu e você precisamos de toda ajuda. Há pessoas dispostas a ajudar. O que acontece é que ELAS NÃO SABEM COMO. Ensinemos! Elas ficarão felizes por ter nos ajudado e nós por termos recebido ajuda! 👫👬👭 ⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀
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Eu em geral combino de a pessoa dar um toque no meu braço (se a pessoa estiver próxima) ou me chamar e quando eu olhar fazer alguma expressão previamente combinada entre nós (pode ser uma piscada de olho, um erguer de sobrancelhas). Cada um escolhe o seu “código secreto” para ser avisado de que está se machucando sem perceber.


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