Socorrer e ajudar são coisas diferentes. Socorrer está mais para salvar alguém de um perigo. É ajudar, só que mais urgente.

Você já parou pra pensar como são mais frequentes os pedidos desesperados de socorro, do tipo “acabei de arrebentar toda a minha pele”? E pouquíssimos do tipo “alguém sabe o que eu posso fazer para evitar tal situação que me causa lesões na pele”?

Ajudar alguém que está desesperado provavelmente só vai trazer alívio para o desespero momentâneo. Não tem nem espaço para falar em prevenção. Já pensou salvar alguém de um afogamento e dizer “Ok, agora que salvei você, vamos aproveitar que estamos dentro d’água para eu te ensinar a nadar e você não ter que pedir socorro de novo”. Não, né?

A pessoa que foi “salva” respira aliviada mas depois relaxa. O esforço mesmo foi do salva-vidas. Cedo ou tarde ela esquece tudo o que passou e volta a se colocar em risco. Afinal, se tudo der errado, ela pode pedir socorro de novo. 

“Estou me afogando, alguém me tira daqui!!!” é diferente de “Eu preciso aprender a nadar. Você pode me ajudar nisso?”. Com a segunda opção você terá chance de se salvar sozinho numa próxima.

Chamar alguém depois que você já arrebentou a pele toda vai trazer a você apenas medidas desesperadas: curativos, medicamentos cicatrizantes, etc. Pedir ajuda sempre que você perceber que está sob risco, sentindo vontade de se cutucar, vai ser como receber uma mão amiga segurando na sua, dando forças a você para resistir. Vai ajudar você a aprender mecanismos (ou criar os seus próprios) para se salvar sozinho na próxima situação de perigo.

Nadar (e resistir a se cutucar) se aprende com a prática. Não é muito melhor não depender exclusivamente do salva-vidas?  Pense na ideia de pedir ajuda. Mas não mais SÓ por socorro: para aprender a nadar.

Categorias: Para refletir

0 comentário

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *