Perguntas frequentes

Perguntas e respostas sobre skin picking e sobre como funciona o projeto OcupadaMente. Pergunte, colabore, construa esse site junto com a gente!

Ajuda sempre é bem-vinda! Mande um e-mail pra gente contando o que você está a fim de fazer pra participar, ok? Será um prazer ter mais pessoas abraçando o skin picking com a gente.

Se você quiser contribuir com qualquer valor para nos apoiar com os custos de manutenção do site, temos uma Vakinha para receber as doações. Sempre que sacarmos algum valor da vakinha faremos a prestação de contas aqui mesmo no site. Você saberá como os valores arrecadados foram investidos e contaremos a você quantas pessoas conseguimos alcançar. 

Um beijo!
Daniele

Não custa NADA, nem um real. É só acessar a área de contato e mandar seus dados pra gente.

Pedimos apenas que você só mande seus dados se realmente entende de skin picking e sabe ajudar pessoas que sofrem com esse transtorno. Aqui não é lugar de catálogo médico, é lugar de recomendação de quem manja do assunto, para que as pessoas não percam tempo consultando, gastando dinheiro e ficando desmotivadas com profissionais que não fazem ideia do que estamos falando. Bele? =)

É só acessar a seção de contato e informar pelo menos os dados do profissional (nome, especialidade,  telefone/site, cidade onde atende). Você pode enviar um e-mail ou utilizar o formulário.

É legal você enviar também um relato seu, de porque você o está recomendando. Não se preocupe se você não souber escrever muito bem, a gente dá um “banho de loja” na sua história antes de publicar, ok? Importante é a informação. Como ela é mostrada aqui pode deixar que a gente capricha.

Siiimmm! É claro! Não existe autodiagnóstico. A gente pode suspeitar que tem algo, mas só um profissional da saúde pode confirmar ou tirar a noia da nossa cabeça. O Dr. Google não manja nada de diagnóstico, ok? Outra coisa: por mais que você realmente seja diagnosticado com esse transtorno, o tratamento varia de uma pessoa para outra, de acordo com outras condições físicas ou mentais que você possa ter associadas, como ansiedade, depressão, TOC, etc. O que o médico recomendar pra você serve somente pra você.

Ir ao psiquiatra. Ele não morde e o consultório dele é igual ao de qualquer outro médico. Ele é apenas o especialista que cuida de um órgão do nosso corpo: nosso cérebro.

Quando consultar, pergunte tudo aquilo que você tem dúvida e que deixa você inseguro quanto ao tratamento que ele estiver recomendando. Nada de sair do consultório com dúvidas e sair compartilhando a receita na internet, com a tia ou com a vizinha pra ver o que acham. Se você tivesse um problema no coração você aceitaria uma recomendação de alguém que não fosse um especialista? Pense nisso.

E sobre o medo de medicamento… Medo de quê? Aqui tem um videozinho que achamos muito legal, de um psicólogo da Eurekka falando sobre como superar o medo de medicamento psiquiátrico. Assista! Vai mudar a sua percepção!

Sim e não, mais não do que sim.

Primeiro o “não”: tomar qualquer medicamento sem recomendação médica pode não fazer o mesmo efeito pra você e pode até ser perigoso. Inclusive se você é quem anda dando dica de medicamentos para outras pessoas, melhor refletir e parar de fazer isso. A pessoa a quem você recomenda um medicamento pode ter algum efeito colateral grave, uma alergia. Já pensou que “cacaca”? Deixe isso com o médico, que é quem é apto a avaliar o quadro clínico de cada um como um todo e decidir qual é a medicação mais adequada a cada caso.

Quanto ao “sim”: você pode, sim, comentar com seu médico sobre um medicamento X, Y ou Z que recomendaram a você e perguntar a opinião dele. Aí vocês vão conversar e, se não for bom para o seu quadro, ele irá explicar o motivo. Se for boa a recomendação, de qualquer maneira ele poderá sugerir outras dosagens, variações, apresentações, etc. Confie no seu médico.

Neeem pensar. Primeiro: nem sempre os efeitos são imediatos. O médico poderá explicar melhor como funciona cada medicamento, e também tem o fato de que o tempo de resposta de cada organismo é um. Não interrompa a medicação por conta própria. Volte ao seu médico e converse sobre as suas percepções. Ou ele vai tranquilizar você porque está tudo normal, ou ajustar a dosagem, ou trocar a medicação. Mas é ele quem sabe como e em que momento fazer isso. Não prejudique sua oportunidade de tratamento fazendo as coisas de qualquer jeito, ok?

Achamos que pra todo caso tem solução, sim. Você pode dar sorte e acertar de primeira, mas eventualmente pode demorar um pouco até acertar a melhor combinação de medicamento e dosagem que funcione melhor pra você. Dê o tempo necessário para que o seu organismo se adapte às mudanças e responda ao tratamento. E, de novo, nada de largar por conta própria.

O primeiro passo é você aceitar essa condição. Não é um monstro, nem uma sentença de morte. É apenas uma condição diferente de outras pessoas, com a qual você vai ter que aprender a conviver. Um diabético precisa mudar um bocado de coisas na vida dele para se adequar à sua condição. Assim é com a gente, temos que compreender como o transtorno atua na gente, modificar algumas coisas e tentar conviver pacificamente, o que significa: viver sem raiva, vergonha, culpa e sofrimento por ter essa condição. Dá pra ser feliz com skin picking. Você estar aqui refletindo sobre isso já é um super começo.

Talvez um pouco se deva ao fato de que – apesar de essa condição ser antiga – a nomenclatura tenha mudado bastante ao longo do último século. Naturalmente, leva um tempo até as pessoas conhecerem, entenderem e aceitarem socialmente uma condição que até então era desconhecida.

Mas acreditamos que o principal motivo é a nossa própria maneira de lidar com essa condição. Nós, os skin pickers, costumamos esconder a verdade sobre as nossas lesões durante muito tempo, até tomarmos coragem de assumir que somos nós quem criamos ou agravamos as lesões na nossa pele. E quanto mais lesões, mais nos escondemos, mais vergonha. Cadê coragem pra quebrar esse silêncio? E se fazemos silêncio, como podemos esperar que alguém nos ouça?

O que funcionou para a Daniele (a skin picker que está aqui escrevendo pra você) foi falar sobre skin picking. No começo foi muito doloroso (quando você começar, já carregue uma caixa de lenços com você), mas quanto mais falava, mais a dor ia diminuindo. Até não doer absolutamente mais nada. E veja só, agora aqui ela fala pra todo mundo (mostra a cara, o nome completo). E daí? É só uma condição do nosso corpo, não é nada para se envergonhar. Falar sobre o picking é um processo e a gente evolui com a prática. Comece com alguém bem próximo: seu parceiro(a), o(a) melhor amigo(a). Também tem os grupos nas redes sociais e a gente aqui. Também estamos no Instagram, no Facebook e um grupo no WhatsApp (mas não é pra virar um “muro das lamentações”. É pra quem está focado no tratamento, pra compartilhar dicas). É só chamar. =) Nossa sugestão: se preferir, pra quebrar o gelo, você ​pode até começar a falar no mundo virtual. Mas escolha logo alguém pra falar cara a cara. Ficar escondido atrás do teclado pode parecer nos oferecer uma certa proteção, mas acreditamos que não nos ajuda em quase nada. Ao vivo a coisa é bem diferente: um abraço apertado não se recebe via teclado.

Sim, é claro! Será um prazer compartilhar as experiências que acreditamos serem positivas para o controle do picking. E se cada vez que alguém fizer uma pergunta a gente colocar a resposta aqui, outras pessoas que podem ter a mesma dúvida que você chegarão à resposta mais rápido. E assim vamos construindo, juntos, esse espaço para ajudarmos uns aos outros.

Pergunte! =D

Sim, por favor! Isso aqui é um espaço de troca. Construído a algumas poucas mãos, a princípio, mas em breve, contará com a contribuição de cada um de nós, skin pickers. Vai ser a gente falando para a gente mesmo. Escreva, exponha a sua opinião. Se ficarmos ambos com dúvidas a gente pede ajuda dos universitários. E se tiver que mudar texto, é pra melhorar, então vamos lá!

Dispensamos haters, ok? Sugerimos que respeite para ser respeitado.