Skin pickers: afinal, quantos somos?

Tivemos a sorte de chegar até aqui e descobrir que o que temos é um transtorno e que pode ser controlado. Encontramos consolo em saber que há tantas outras pessoas sofrendo pela mesma dor.
Até pouco tempo pensávamos que éramos os únicos no planeta que, inexplicavelmente, destroçavam a própria pele. E agora – que alívio! – sabemos que não estamos sós!
E se a gente agora parar para se perguntar: QUANTOS MAIS AINDA SOFREM EM SILÊNCIO? Quantos dos seus, dos meus amigos, têm exatamente o mesmo problema, mas por vergonha, como nós tínhamos, nunca ousaram se expôr a ponto de encontrar outras pessoas iguais? Acho que há muitos, milhares mais. E eu, você, que já temos consciência de que o que temos é um problema, controlável, o que podemos fazer para ajudar esses desconhecidos, que ao mesmo tempo são tão próximos de nós? PODEMOS FALAR ABERTAMENTE PARA OUTRAS PESSOAS SOBRE O NOSSO PROBLEMA. Cada vez que você se abre com alguém, admitindo que sofre dessa compulsão, há uma chance de a outra pessoa ser alguém que sofre disso também, ou ser familiar, amigo de alguém com o mesmo problema que nós.
O que eu quero dizer com isso é que precisamos sair do armário da compulsão. Se tivermos essa coragem, não só nos tornaremos mais fortes para encarar o nosso próprio tratamento, como daremos chance a outras pessoas de entenderem isso que passamos, de sentirem o alívio de encontrar pessoas iguais, de saberem que há luz no fim do túnel!
Eu pensei muito sobre isso ontem, quando a @lissvital publicou um vídeo em seus stories falando sobre o skin picking. Ela relatou que recebeu mensagens de 5 pessoas do seu convívio que tinham os mesmos sintomas.
Pense no quanto isso é poderoso! Simplesmente FALANDO A RESPEITO podemos nos fortalecer e ainda ajudar mais pessoas, fazendo com que esse transtorno se torne cada vez mais conhecido.
Não precisa postar um vídeo amanhã. Mas você pode começar se abrindo com pessoas próximas de você: amigos, familiares, colegas de estudo, do trabalho. Tenho certeza que deve haver pelo menos mais um de nós entre as pessoas que você conhece.


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